terça-feira, 7 de outubro de 2014

SOMENTE PRA TE AMAR


Baby Espíndola

Somente pra te amar,
nem imaginas o quanto te procurei.
Mil rostos olhei,
muitas bocas beijei,
mas nenhuma tinha esse gosto especial
de mel e frutos silvestres,
essa mistura maravilhosa
que tanto me fascina.

Somente pra te amar,
viajei com as asas das gaivotas
em vôos rasantes,
mergulhei com o albatroz,
porque imaginava
que serias uma sereia,
muito bem escondida, no fundo do mar.

Somente pra te amar,
cavalguei nas ondulações
de outros corpos tentadores.
Mas não encontrei prazer.
Porque o meu destino,
após tantos anos de buscas,
eu o identifiquei
no fundo dos teus olhos,
nos beijos da tua boca,
nas curvas do teu corpo,
mapa de pecado e sedução.

Somente pra te amar,
me deixei sufocar
na fumaça de cigarro nos bares,
esvaziei garrafas e mais garrafas
de vinho e cerveja.

Somente pra te amar,
enfrentei o fogo de infernos.
E esses pecados, confesso,
com monumental decepção,
porque era no céu que estavas,
deusa da minha solidão.

E dizer que tantos anos vaguei errante...
Fui amante, fui guerreiro,
fui beija-flor de rosas e flor de pessegueiro,
seduzi e fui seduzido,
fui tímido e atrevido,
fui poeta, fui cowboy,
fui vítima e fui carrasco.

Mas, em verdade, agora sei,
não fui nada... nunca fui nada,
porque em tudo que fiz
e sonhei,
simplesmente te procurava.
Tudo fiz,

somente pra te amar.

>>> 
[Poema de 13 03 2009]

O RETORNO

>>> Por motivos técnicos, estive afastado dos meus blogs, por um bom tempo. Sanada a deficiência, que dificultava o acesso, estou reassumindo esse e os outros endereços eletrônicos. Na verdade, será muito bom voltar a escrever no "velho" e confiável blog.
Na área do jornalismo, tenho o blog Baby Espíndola Repórter - o acesso éwww.babyespindola.blogspot.com.
Também tenho um blog destinado aos poemas, o Baby Espíndola Poeta - cujo acesso é www.babyespindolapoeta.blogspot.com.
Para divulgar os eventos da Rádio Cambirela e outros fatos, acessewww.radiocambirelaeventos.blogspot.com, e encontre o blog Rádio Cambirela Eventos.
Finalmente, se ligue em O Estradeiro, acessandowww.motoestradeiro.blogspot.com. Nesse espaço, costumo publicar notícias sobre estradas, motociclismo, automobilismo, mobilidade urbana e trânsito.
RÁDIO CAMBIRELA >>> E, para quem tem preferência por um repertório musical de qualidade, áudio estéreo, digital, com transmissão em HD, sintonize a Rádio Cambirela - Virtual, mas real. Acesse:www.radiocambirela.com.br, ou www.radiocambirela.com.br/radio.

domingo, 30 de junho de 2013

CAFÉ DA TARDE

Baby Espíndola

Quando as gaivotas desenham montanhas e canoas,
em vôos rasantes sobre as águas da Lagoa...
Quando a lua cheia enche de mistério
os desenhos e labirintos das teias de aranha,
que brotam dos bilros das rendeiras...
Quando teu corpo delicado e carinhoso
estremece de frio,
ao final de uma tarde preguiçosa...

Então, é hora de te abraçar sem pressa,
para te proteger dos ventos uivantes do sul.

Entre um café e um doce,
te dedicarei cento e cinqüenta beijos.
E bem mais tarde,
à sombra de outros telhados,
recordaremos do café do fim de tarde,
das garças brancas,
que demarcam os barrancos da Lagoa.

E como esquecer dos teus gestos delicados,
dos carinhos picantes,
da voz melodiosa, às vezes lamentosa,
da tranqüilidade,
das horas que correram desapercebidas.

Nunca mais esquecerei das dunas brancas,
que inutilmente tentam se proteger dos ventos.
E quando a noite apagou o dia
e multiplicou lâmpadas de mil cores nas encostas,
morcegos e tantos pássaros noturnos
tomaram de assalto nossos sonhos,
e cantarolaram uma música triste,
que fala de despedida,
que faz do tempo um vilão impiedoso.

Tu nem sabes – mas eu revelo agora –,
enquanto te abraçava,
no fim da tarde fria
de um sábado diferente de outro qualquer,
não significavas, naquele momento mágico,
apenas mais uma mulher.
Te reconheci como alguém muito especial,
uma sereia,
que brotou do fundo das águas
e veio se aquecer na areia.

Uma mulher mágica,
que me ferve o sangue
e me transforma num vulcão animal,
indomável como cavalo selvagem,
que corria solto nos campos da infância.

Desde aquele por do sol,
o café do fim de tarde
se revestiu de uma simbologia especial.
O suco quente tem o prazer
que guardas no fundo do corpo sedutor.
O aroma, que exala da xícara,
tem o teu cheiro,
que me envenena
e me torna, a cada dia,
mais e mais dependente do teu amor.

Então, eu fiz uma promessa,
que não pretendo esquecer,
até porque tinha, por testemunhas,
as dunas da Lagoa:
Desde agora, até o crepúsculo da vida,
o teu café quente, no final das tardes frias,
temperado com gotas de sonhos,
está garantido em testamento,
mesmo que, num certo momento,
falte água ou mesmo o vento
deixe de soprar.

O teu café da tarde,
agora é um ritual sagrado,
conquistado por merecimento,
depois de tantas horas de mansidão
e paz de espírito,
gestos capazes de causar inveja
até mesmo aos envelhecidos deuses do Olimpo.

O teu café do fim de tarde
é especial,
porque adoçado com o mel da tua boca.
O teu café da tarde
sempre brotou do teu sorriso atrevido
e escorreu pelas curvas do teu corpo,
ondulações de pecado,
que a natureza desenhou, de propósito,
só pra me deixar estonteado.

Confesso... Eu também quero
tomar do teu café da tarde,
olhando o revoar das gaivotas,
espreitando as sombras,
que nascem nas cavernas das montanhas
e enfeitiçam a alma.
E depois do café,
te levarei pela mão,
a um ninho de flores e encantos,
muito mais pecaminoso
que o lendário paraíso.

Quando as gaivotas desenham
montanhas e canoas,
em vôos rasantes sobre as águas da Lagoa...
Quando a lua cheia enche de mistério
os desenhos e labirintos das teias de aranha,
que brotam dos bilros das rendeiras...
Quando teu corpo delicado 
estremece de frio,
ao final de uma tarde preguiçosa...
É hora de te abraçar sem pressa,
para te proteger dos ventos uivantes do sul.

Entre um café e um doce,
te dedicarei cento e cinqüenta beijos.
E bem mais tarde,
à sombra de outros telhados,
recordaremos do café do fim de tarde,
das garças brancas,
que demarcam os barrancos da Lagoa.

E como esquecer dos teus gestos delicados,
dos carinhos picantes,
da voz melodiosa, às vezes lamentosa,
da tranqüilidade,
das horas que correram desapercebidas.

Nunca mais esquecerei das dunas brancas,
que inutilmente tentam se proteger dos ventos.
E quando a noite apagou o dia
e multiplicou lâmpadas de mil cores nas encostas,
morcegos e outros pássaros noturnos
tomaram de assalto nossos sonhos,
e cantarolaram uma música triste,
que fala de despedida,
que faz do tempo um vilão impiedoso.

Tu nem sabes – mas eu revelo agora –,
enquanto te abraçava,
no fim da tarde fria
de um sábado diferente de outro qualquer,
não eras para mim,
apenas mais uma mulher,
mas alguém muito especial,
uma sereia,
que brotou do fundo das águas
e veio se aquecer na areia.

Uma mulher mágica,
que me ferve o sangue
e me transforma num vulcão animal,
indomável como cavalo selvagem
dos campos da infância.

Desde aquele por do sol,
o café do fim de tarde
se revestiu de uma simbologia especial.
O suco quente tem o prazer
que guardas no fundo do corpo sedutor.
O aroma, que exala da xícara,
tem o teu cheiro,
que me envenena
e me torna, a cada dia,
mais e mais dependente do teu amor.

Então, eu fiz uma promessa,
que não pretendo esquecer,
até porque tinha, por testemunhas,
as dunas da Lagoa:
Desde agora, até o crepúsculo da vida,
o teu café quente,
no final das tardes frias,
temperado com gotas de sonhos,
está garantido em testamento,
mesmo que, num certo momento,
falte água
ou mesmo o vento deixe de soprar.

O teu café da tarde,
agora é um ritual sagrado,
conquistado por merecimento,
depois de tantas horas de mansidão
e paz de espírito,
gestos capazes de causar inveja
até mesmo aos envelhecidos deuses.

O teu café do fim de tarde
é especial,
porque adoçado com o mel da tua boca.
O teu café da tarde
sempre brotou do teu sorriso atrevido
e escorreu pelas curvas do teu corpo,
ondulações de pecado
que a natureza desenhou, de propósito,
só pra me deixar estonteado.

Confesso... Eu também quero
tomar do teu café da tarde,
olhando o revoar das gaivotas,
espreitando as sombras,
que nascem nas cavernas das montanhas
e enfeitiçam a alma.
E depois do café,
te levarei pela mão,
a um ninho de flores e encantos, 
muito mais pecaminoso
que o lendário paraíso.


Florianópolis, Lagoa da Conceição
Sábado, 12/07/03.


sábado, 29 de junho de 2013

FLOR DE PESSEGUEIRO





Baby Espíndola

Outra vez é agosto...

E só porque é agosto,
brota, no ramo aparentemente inerte,
a flor de pessegueiro.
Desprotegida,
sem uma única folha
a lhe proteger do sol ardente,
ou do orvalho gélido
(: lágrima de frente-fria),
a flor, genitora do fruto futuro,
divinamente desenhada
com a cor maravilhosa
das rosas cor-de-rosa,
exibe-se, atrevida,
ao azul mais azul
dos céus ainda de inverno,
envolta pelos ventos do campo.

Beija-flor enamorado,
abelhas da indústria do mel,
canarinhos do peito amarelo,
borboletas esvoaçantes,
descendentes das asas
da infância de menino do sítio,
todos, todos festejam
a triunfal chegada
da flor de pessegueiro.

Olhos solitários de homem calado
também acompanharam,
passo a passo,
minuto a minuto, minuciosamente,
a metamorfose do ramo seco
(ou aparentemente seco),
que tingiu-se de róseo.

É outra vez agosto...
É tempo de flor de pessegueiro,
por sobre os vestígios da solidão.

É pena,
não estás no campo orvalhado,
nas manhãs frias que adivinham o sol,
para colher,
com a esperança das flores rosadas,
os frutos do meu amor,
toneladas e toneladas de carinho,
que a vida inteira guardei
e guardarei para te oferecer.

E eu não tenho:
o mel da tua boca,
as carícias das tuas mãos,
pétalas sedutoras;
a expressiva cor dos teus olhos,
a sombra dos teus cabelos,
o perfume do teu corpo tentador.

Envolto pelo véu frio do campo,
com os ventos assoviando canções
de violinos selvagens,
choro chuvas dos olhos,
porque a solidão é um chacal,
farejando a desolação da alma.

Outra vez é agosto...

Desalentado, constato
a imensidão da solidão,
pois tenho tão-somente
as flores do pessegueiro,
que, sem a vida da tua presença,
traduzem canções de desespero.

Agosto/94 - Junho/95


terça-feira, 25 de outubro de 2011

QUE SAUDADE

Baby Espíndola 

Que saudade!
Não sei se vou aguentar
até o fim da tarde,
quando canta o sabiá.

Quero muito te encontrar,
mas luto comigo mesmo
para não te procurar...
E por isso sofro tanto!

Te encontro no sol radiante,
te sinto na chuva e no orvalho,
te sonho numa estrela cadente,
te aposto numa carta de baralho.

Queria te ganhar, 
queria te prender,
queria te amar,
e nunca mais te perder.

Mas o destino foi ingrato
ao criar dois endereços;
te levou a outro bairro
e me deixou no desespero.

Que saudade!
Não sei se vou aguentar,
até o fim da tarde,
quando canta o sabiá.

Mil vezes disco teu número,
mas desligo o telefone,
e vago quase sem rumo
dizendo baixinho o teu nome.

Eu preciso te falar,
olhando a lua faceira;
eu desejo te amar,
sob uma chuva de estrelas.

À noite aumenta a angústia
com o ataque da solidão,
te canto em todas as músicas
nas rimas da nossa canção.

A canção que fala de amor,
de um amor desesperado,
que também rima com a dor
de um homem magoado.

Que saudade!
Não sei se vou aguentar,
até o fim da tarde,
quando canta o sabiá.

{Palhoça, 12 / 11 / 1998}

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

MORENA




Baby Espíndola

Amigo, preste atenção,
nesses versos sem sentido,
que há muito, muito tempo,
um adolescente sofrido,
um sonhador meio tímido,
escreveu em desabafo.
São versos muito singelos,
para uma jovem morena,
da cor das noites escuras,
a mais bela do lugar.
De olhos iluminados,
duas brilhantes estrelas,
imitação do luar.


Era um sonhador, o rapaz...
Sonhava, sem ser vulgar,
um repertório de sonhos,
que não tinha jeito de acabar.
Sonhava com as coisas mais puras,
como água límpida,
no rio que desce do morro
e navega para o mar;
borboletas e passarinhos,
elas, em volta das flores,
eles, em torno dos ninhos,
nas chácaras com muitos frutos,
que brotam do fundo da terra
e se espalham a sonhar.


Sempre pensando na morena
cor da noite e olhos de estrelas,
o sonhador adolescente
sonhava
e cantava solitário,
somente palavras de amor,
que nasciam no fundo do peito,
mas que ele, muito sem jeito,
não se atrevia a revelar.


Nas cordas do violão,
na boca do cantador,
brotava um amor verdadeiro,
guardado a sete chaves,
com sacrifício e muita dor.

Nas tardes que plantam as noites
– sob a sombra dos coqueiros,
num mundão de pasto verde,
onde o gado pasta manso –,
o moço muito calado,
ficava meio cismado.
Jurava aos passarinhos,
ao sabiá trovador,
aos amigos canarinhos:
assim que encontrasse a morena,
aquela da voz serena,
confessaria
todo o seu grande amor.


Mas, que nada!
Quando avistava a moça,
ficava muito quieto,
olhando, admirado,
aquela beleza singela,
sem coragem de falar.

* * *

Sem que se pudesse evitar,
a vida passou a galope,
deixando rastros de saudade.
Tantos anos separados,
ela no sul,
ele no norte...
Tanta angústia,
sentimento aprisionado no peito,
solidão,
muita saudade,
até falta de sorte.


E agora,
com os cabelos já brancos,
o moço velho cansado,
volta para casa ferido,
depois de enfrentar, destemido,
tantas batalhas no mundo.
Volta triste e derrotado,
desiludido, magoado.

Quase esquecendo
que o tempo passou,
procura então a morena
– aquela da boca serena
e olhos cor das estrelas,
sob duas tranças da noite...
Aquela que, no passado,
foi o seu grande amor.


Procura sob os coqueiros,
na curva do rio traiçoeiro,
mas não consegue encontrar.


Então, depois de muito indagar,
o homem ouve do vento,
que geme no alto dos montes,
a canção que canta triste,
a história da morena,
que tinha boca serena...

Disse o vento:
– A morena foi embora,
pois, depois de muito, muito tempo,
cansou de esperar.

{Baby Espíndola}

Palhoça, domingo – 17/11/1996.

terça-feira, 26 de julho de 2011

POETA DO AMOR


Baby Espíndola

Dizes que sou louco,
e de fato eu sou,
um louco de amor.


Neste momento, por exemplo,
que te abraço,
que te aperto,
a ponto de parecermos um só corpo,
eu penso mil loucuras,
que nem aos chacais
sou capaz de confessar.


Este amor e desejo
são de uma loucura tão imensa!,
tão imensa!,
a ponto de remover montanhas.
E se não provocam
um desequilíbrio da natureza,
é justamente porque
canalizo toda a energia do meu ser
para a mulher que amo.


Essa, sim, eu amo,
amo muito, imensamente!,
de uma maneira muito diferente
das outras que também amo.


Talvez por isso,
por essa minha maneira irreverente
e até irresponsável
de encarar o mundo
– que considero mesquinho e traiçoeiro! –,
dizes que sou louco,
um louco da noite,
um apaixonado pelas estrelas
– dentre as quais tu és a mais cintilante –,
um boêmio de versos e melodias,
um poeta do amor.

E não me importo,
com o que dizes,
porque não há mágoas em tua voz,
nem censura nos teus olhos meigos.

Romântico e sonhador,
assim eu nasci,
assim eu cantei
minhas primeiras canções de solitário,
nas noites quentes de verão,
pisando nas areias das praias.


Fui um sonhador,
sim eu fui,
quando amei as primeiras borboletas
nas chácaras da infância.
Também me apaixonei pelas corujas,
à noite, com seu gemido tentador.

Mais tarde, bem mais tarde,
amei mulheres
morenas,
mulatas,
negras,
índias,
chinesas,
orientais,
até uma cigana
– ah, como chorava longe um violino,
naquela noite de encanto!
Ruivas e loiras, divinas, platinadas,
também muito as amei,
todas com um vulcânico amor.

Contudo,
sempre as tratei com carinho e respeito,
e de todos os erros cometidos,
em penitência me arrependo.
Se as encontrasse novamente
– ah, se as encontrasse novamente! –
lhes daria as mais lindas flores do campo
e com todas faria amor,
nas noites de lua cheia,
ouvindo cantar, distante, uma sereia.


Mas, infelizmente, eu as perdi...
Foram embora com o tempo,
deixando, em meu solitário coração,
tristes marcas de saudade.


Entenda,
não estou lamentando,
pois muito já tive
e nem merecia tanto!

O que me faz feliz
é a certeza que tenho,
de que, mesmo havendo outro
em tua vida,
sempre voltas para os meus braços,
sorrindo atrevida,
e me devoras com teus olhos,
e me seduzes
ao primeiro toque de mão.

Poucas horas resistes à distância,
enquanto que eu não resisto
um só minuto
à tua ausência.
Quando te deixo
– somente porque isso é preciso –,
já sou, na seqüência,
assaltado pela saudade.

Ah!, mulher da minha vida!,
este amor louco,
esta paixão bandida,
estão me matando lentamente.

{Baby Espíndola}

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